Sendo uma das músicas de ritmo mais animado, “Dezesseis” é a nona faixa do disco “A Tempestade” lançado em  96.  A música, assim como muitas outras da Legião, retrata a história de uma terceira pessoa – Como “Eduardo e Mônica”, “Faroeste Caboclo” e outras, e é passada basicamente em Brasília, um dos lugares que mais proporcionaram criatividade ao Renato. Tem uma estrutura simples e uma letra fácil. Segue-se abaixo a interpretação da música com a letra e vídeo após (comentem!):


João Roberto era o maioral
O nosso Johnny era um cara legal
Ele tinha um Opala metálico azul
Era o rei dos pegas na Asa Sul
E em todo lugar

Nessa primeira parte, podemos ver o pensamento que todos tinham dele: Johnny era o maioral, era "O Cara", e vemos também que possuía um Opala, e que era o cara "dos pegas" na Asa Sul (lado Sul de Brasilia - lugar da história) e em todos os lugares. Um cara, possivelmente, que as meninas "lamberiam o chão".

Quando ele pegava no violão
Conquistava as meninas
E quem mais quisesse ter
Sabia tudo da Janis
Do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling Stones

Aqui, temos novas informações sobre o personagem. Uma curiosidade, são os cantores que Johnny gostava, que são os mesmos que Renato também gostava. Talvez, seja pra mostrar que essa era a moda musical na época entre os jovens.

Mas de uns tempos prá cá
Meio que sem querer
Alguma coisa aconteceu
Johnny andava meio quieto demais
Só que quase ninguém percebeu

Vemos aqui, que Johnny estava mudando seu comportamento. Estava diferente, e esse pensamento e ação, é complementado:

Johnny estava com um sorriso estranho
Quando marcou um super pega no fim de semana
Não vai ser no CASEB
Nem no Lago Norte, nem na UnB
As máquinas prontas
Um ronco de motor
A cidade inteira se movimentou

Aqui, Renato refere-se às "rachas" que os jovens já faziam naquela época.
Máquinas seria o termo dado aos carros.

E Johnny disse:
"- Eu vou prá curva do Diabo em Sobradinho e vocês ?"

Aqui, Johnny completa a informação anterior, explicando que a corrida não seria no CASEB, ou no Lago Norte, ou na UnB. Que seria na Curva do Diabo - temos noção pelo nome.

E os motores sairam ligados a mil
Prá estrada da morte o maior pega que existiu
Só deu para ouvir, foi aquela explosão
E os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão

Aqui, vemos que os motores saíram em disparada, e que como resultado do ato, ouviu-se uma explosão, e a frase seguinte nos mostra o que aconteceu: Johnny sofreu um acidente, e seu carro despedaçou-se, ou seja, o personagem morreu.

No dia seguinte, falou o diretor:
"- O aluno João Roberto não está mais entre nós
Ele só tinha dezesseis.
Que isso sirva de aviso prá vocês".
E na saída da aula, foi estranho e bonito
Todo o mundo cantando baixinho:
Strawberry Fields Forever
Strawberry Fields Forever

Nessa parte, vemos que a noticia é divulgada pelo diretor da escola, que comunica aos seus alunos e colegas de Johnny, a morte deste. O diretor, deixa um recado: "Ele só tinha dezesseis./Que isso sirva de aviso prá vocês". O diretor, deixa claro, que Johnny teve sua tragédia aos dezesseis anos - nome da musica - e que essa informação pudesse servir para os alunos e colegas, para eles verem que Johnny morreu jovem, por pura vontade de aventura e desejos de busca de perigo, e claro, pra divulgar que o que aconteceu com Johnny, poderia ocorrer com outros.

E até hoje, quem se lembra
Diz que não foi o caminhão
Nem a curva fatal
E nem a explosão
Johnny era fera demais
Prá vacilar assim
E o que dizem que foi tudo
Por causa de um coração partido
Um coração

Aqui, vemos que a razão da morte não foi o caminhão da curva, nem a curva em si por ser violenta, nem a explosão, e deixa-se claro, que apesar de tão "legal" (nas palavras de Renato, "fera"), Johnny vacilou, deixando-se levar pelo desejo de morte, por causa de um coração partido. E então repete-se as duas palavras: "um coração" como se isso fosse um pensamento lamentoso.

Bye, bye bye Johnny
Johnny, bye, bye
Bye, bye Johnny.

A ultima parte, e mais melodiosa, vemos o que possivelmente, seriam os amigos dele cantando para ele: "Bye, bye bye Johnny".




Achei interessante colocar esse vídeo. É um trabalho acadêmico em 3D muito legal, que deixa claro a mensagem da música e é interessante por ser facil de acompanhar a história. Espero que tenham gostado. Comentem!!

Analisado e interpretado por: Eduardo Rezende





Do álbum "Dois" da Legião, "Daniel na Cova dos Leões" apresenta várias teorias dentre as mais famosas que refere-se ao uso de drogas e ao ato do sexo homossexual. Creio que refere-se ao segundo, uma vez que nas letras e nos livros é deixado claro o que Renato pensava sobre. É uma letra de um formato simples, porém provida de simbolismos e ideias que são encontradas nas entrelinhas.
Segue-se abaixo a letra e a interpretação:


Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.

Aqui, creio que Renato refere-se ao ato do sexo oral (nos três primeiros versos) e depois ao ato sexual em si, quando diz que sente o cheiro da terceira pessoa fica em seus braços e diz que achava que era muito e muito pouco. Entrando numa possível contradição ou então num possível complemento.

Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão.
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.

Ele diz que fará do segredo deles, o dele. Provavelmente refere-se ao ato de terem feito sexo e que ele desafia o instinto dissonante - As dissonâncias são reconhecidas auditivamente como sons mais ou menos desagradáveis. Por outro lado, são as notas dissonantes as responsáveis por dar o colorido dos acordes, ou seja, seria um ato desagradável porém, algo de complemento. 
Renato diz que a insegurança não o ataca quando erra, mostrando que é confiante no que faz, até nos erros, fala também que o medo que o parceiro tem, não faz da força dele confusão, e diz então, a frase que nos deixa claro (mais uma vez) que se trata de um relacionamento homossexual: “Teu corpo é meu espelho e em ti navego”, ou seja, o corpo dele, Renato, é igual ao corpo da pessoa com que transa.

Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos.

Aqui, Renato deixa claro o que sente: Ele sente-se um barco a motor, e que insiste em usar os remos, ou seja, ele sente como algo fácil e rápido, mas que usa métodos complicados e difíceis (remar no caso), É como se ele fosse um barco a motor, um homossexual no caso, e insistisse em não ser, insistisse em ser o que não é, um barco com remos, o mesmo que remar contra a maré. 
“É o mal que a água faz quando se afoga” refere-se ao mal que vem de nossos próprios erros, o mesmo como se ele fosse nadar e se afogasse. A vontade dele foi nadar, e a consequência, afogar-se. “E o Salva-vidas não está lá porque não vemos”, muitas vezes nosso salva vidas está próximo e nós não queremos enxergar sua presença, uma vez que acreditamos não ter saída, e então nos “afogamos” por não conseguir ver o “salva-vidas”

Interpretado e analisado por: Eduardo Rezende



Sendo do disco Uma Outra Estação, e não tendo grande referência e fama, como tantas outras desse disco ou de outras, Dado Viciado faz uma referência aos usuários de drogas, e como deixado muito claro por Renato Russo, o personagem da música, não faz referência alguma com Dado Villa-Lobos, o guitarrista da Legião Urbana. Isso além de deixado claro em entrevista, é dito também no encarte do disco, após a letra. Ela faz referência ao primo de Renato, viciado em drogas, como o personagem. Segue-se a interpretação e a letra:


Você não tem heroína, então usa Algafan
Viciou os seus primos, talvez sua irmã
Mas aqui não tem Village, rua 42
Me diz pra onde é que é que você vai depois
Por que você deixou suas veias fecharem?
Não tem mais lugar pras agulhas entrarem
Você não conversa, não quer mais falar
Só tem as agulhas pra lhe ajudar

Aqui, Renato refere-se ao uso e não uso de drogas, fala da influência que Dado cometia, com outros (viciou os seus primos...). Renato de uma certa forma, mostra como é incerto o caminho dos drogados, dizendo de seus o destino de suas idas, fala das veias, se referindo à Heroína, da mesma forma, dizendo sobre as "agulha entrarem" (usar agulhas no corpo) e fala que ele já não conversa, e não fala mais, e que não existe diálogo, em outras palavras, e sim, a droga para o consolar.

Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis?
O seu corpo tem marca de sangue e pus
Você nem sabe se é março ou fevereiro
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?

Aqui, Renato faz a referência às influências, possivelmente. Pelo fato de dizer: "O que fizeram com você?", mas é claro, ninguém entra acompanhado. Tem que ter a vontade também.

Cadê os seus planos, cadê as meninas?
Você agora enche a cara e cai pelas esquinas
Eu quero você, mas não vou lhe ajudar
Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar
Cadê a criança? Meu primo e irmão
Se perdeu por aí, com seringas na mão

Essa parte, podemos ver que ele já abandonou seus interesses pelo futuro, e os interesses pelas meninas. Fala que agora, ele "enche a cara e cai pelas esquinas", um ato de bêbados. Renato, fala a frase mais interessante à ser analisada nessa musica: "Eu quero você, mas não vou lhe ajudar", ou seja, ele quer ele recuperado, mas não vai ajuda-lo e completa "Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar", a ajuda que ele diz, é essa, a financeira. Renato quer ver ele bem, mas pra poder ajudar, ele teria que dar dinheiro, e o dinheiro, como ele mesmo sabia, voltaria para as drogas. Ele fala do antigo "Dado", criança, primo e irmão, e diz que esse Dado, se perdeu com seringas na mão, ou seja, o antigo Dado, se perdeu com as drogas.

Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado

O que fizeram com você?

Aqui Renato repete a frase "O que fizeram com você", dizendo, como mencionado, a influência, mas também como ele mesmo provou ser, Dado entrou por esse caminho, além da influência, por seu próprio interesse e vontade.


Analisado e escrito por: Eduardo Rezende



Do disco "Uma Outra Estação", Comédia Romântica traz com ela, assim como grande parte da temática do disco, uma letra reflexiva. Meio confusa, Comédia Romântica fala sobre amizade e amor, sempre, de um jeitinho Renato Russo. Segue-se abaixo a interpretação:


Acho que só agora eu começo a perceber
Tudo o que você me disse
Pelo menos o que lembro que aprendi com você
Está realmente certo.


Renato diz aqui, que somente nesse instante, ele percebe que as coisas que a terceira pessoa lhe disse, as coisas que ele realmente lembra dela ter dito, está de fato, correta.

Bem mais certo do que eu queria acreditar
Você gosta mesmo de mim
Se arriscando a me perder assim
Ao me explicar o que eu não quero ouvir.


Aqui, vemos que ele percebeu que o amor que a terceira pessoa lhe tinha era muito maior do que ele acreditava, e que ela se arrisca em perdê-lo, dizendo coisas que ele não gostaria de ouvir. 
Ainda não estou pronto pra saber a verdade
Ou não estava até uma estação atrás.


Aqui, completa o que foi dito. Ela se arriscava dizendo coisas que ele não gostaria de saber, e aqui, ele diz que não estava preparado para essa "verdade" que ela dizia. Diz que não está pronto e que não estava ainda "na estação passada", ou seja, não estava fazia um tempo.
Acho que só agora eu começo a ver
Que tudo que você me disse
É o que você gostaria que tivessem dito pra você


Aqui, vemos a crítica que ele deixa.
Se diz que todas as palavras que a terceira pessoa lhe disse, eram as palavras que ela gostaria de ter recebido. Ela dava pra poder ter, e muitas vezes não tinha.
Se o tempo pudesse voltar dessa vez.
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E não há nada de errado comigo, não
Não, não, não


Renato aqui, diz que não mudará, continuará o mesmo, e sobre a música deixou o comentário: ""Valeu a intenção, mas eu sou desse jeito mesmo, não há muita coisa a se fazer". É exatamente isso. Ele não mudaria porque sabia que não estava errado.

Não preciso de modelos, Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói
Eu tento me concentrar, N'um caminho fácil
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez


Renato deixa sua mensagem final dizendo que não precisa de modelos (coisas corretas), nem heróis, que ele tem seus amigos, e que quando sua vida se torna difícil, tenta se concentrar num caminho fácil.
Completa dizendo que é ele mesmo, e continuará sendo o mesmo, e que gostaria que o tempo pudesse voltar (talvez pra melhorar a situação).



Interpretado e analisado por: Eduardo Rezende



O que mais torna as músicas da Legião interessantes, com toda a certeza, é que elas não são apenas voltadas aos romances, ao dia-a-dia, aos amigos, às festas, às bebidas e drogas, ao governo e outros tantos tipos de classificação que as músicas também tem. Legião sempre consegue achar a música certa para o teu momento, seja ele de sol, seja ele de chuva, seja ele na sua casa, seja ele nas ruas, encarando a sociedade.
Clarisse, é uma das músicas que poderia ser considerada arquivo da caixa cuja classificação seria "triste", porém, ela não é apenas isso. Clarisse é a realidade, é um protesto. Clarisse é uma grande obra, relatando a vida do Renato, e da própria personagem:

Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.

Aqui, Renato ainda não entrou em Clarisse, não fala ainda da vida dela, cita apenas, um menino que foi internado numa clínica (como ele próprio) e que os motivos foram a falta de atenção dos amigos (que o levaram às drogas, talvez?) e também das lembranças tristes.
Creio que essa parte, Renato se refira à sua própria história.

E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.

Aqui, começa a vida de Clarisse.
Diz Renato que ela está trancada no banheiro, que ela se corta. Essa parte creio, se refere muito ao desejo de  já não querer viver mais. Clarisse, como será citado, tem depressão, e vendo sua vida, podemos entender melhor. 
Quando se diz: "Viver em dor, o que ninguém entende/Tentar ser forte a todo e cada amanhecer", mostra como ela se sente e como ela faz. Ela vive em dor, ninguém entende sua vida, e ela mesmo assim, tem que tentar ser forte no outro dia para assim, poder viver tudo novamente.

Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende

Aqui, Renato fala das amigas de Clarisse que "já se foram" em ocorrências policiais. E então cita frases de mesmo efeito nessa parte, ele diz de pessoas que tentam ser boas, ajudando ela, tentando entender, e que na verdade, é falso, eles nunca conseguirão entender, eles não sabem, não entendem.

E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo

Aqui diz sobre o modo de vida de Clarisse. Os antidepressivos, os calmantes, as alucinações, o medo e a estranha sensação de morte.
Esse vazio, essa parte não preenchida, essa parte triste de sua vida, ela conhece. Nessa parte, diz sobre seus tratamentos, que ela volta ("De quando em quando...") mas que sempre, continua vendo tudo de apenas um modo, que o mundo sempre continua o mesmo.

O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto

Nessa parte, Renato complementa a parta anterior.
Vemos que o medo de Clarisse é voltar à noite, ela tem medo dos homens, que se "esfregam" nela (estupros e abusos), nos caminhos da escola. Vemos aqui, que Clarisse estuda, e leva a vida normal, nessa parte.
Creio que aqui, Renato fala tanto dele, como de Clarisse. A falta de esperança, o tormento de saber de injustiças e incertezas e claro, negatividades. 
Então fala uma frase que complementará a ultima frase da música: "E que estamos destruindo o futuro/E que a maldade mora sempre aqui por perto", vemos que ele fala do modo que levamos o Hoje. Que agora, no presente, estamos destruindo o futuro, estamos acabando com o amanhã, tanto com nosso futuro, como também, o futuro de Clarisse e tantas outras meninas ou meninos, que são internados em clínicas, que são usados por homens que se esfregam nojentos, crianças que sentem a estranha essência do que é a morte, que desde cedo, tem que entrar pra esse mundo.

A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço

Aqui, Renato passa sua mensagem final e protesto para a Sociedade, como todas as músicas.
Como ele diz na música sobre a vida de Clarisse, aqui, ele fala sobre as mulheres, fala desse mundo que vivemos, e fala como Clarisse leva tudo.
Clarisse já conhece o mundo, se tranca em seu quarto, fica em seu mundo, com o pouco que lhe pertence.

Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos...

A ultima parte, com certeza a que mais nos traz algo diferente.
Renato finaliza dizendo o sentimento dele e de Clarisse perante à todos. Ele se compara à um pássaro, que é trancado na gaiola e vê que todos estão ao seu redor esperando que ele cante como antes (de quando era livre), novamente diz que é um pássaro, e que o trancam na gaiola, e diz a mensagem de esperança pra ele e para Clarisse: Um dia conseguirei existir, e voarei pelo caminho mais bonito.
A música é finalizada com a frase mais tensa e incompleta na música: "Clarisse só tem 14 anos...". Ou seja, Clarisse já passou por coisas que muitos de maior idade jamais sonharam passar. Clarisse tem muita experiência pra pouca idade. 



Analisado e Escrito por: Eduardo Rezende