Olá seguidores! É um prazer revê-los e estou aqui para apresentar a nova interpretação: Faroeste Caboclo.
Com toda a certeza que eu tenho por seguir Legião Urbana, Faroeste é uma das músicas de maior sucesso. Não é a que eu mais gosto, mas também não desgosto dela (como de nenhuma), afinal, ela é importantíssima para o grande sucesso de nossos três grandes músicos na época.
Faroeste fala da diferença social, do modo indiferente do governo, do modo de vida brasileiro, de tudo o que cerca os crimes e de toda a corrupção. Além de ser uma crítica social, uma crítica à política, é também uma crítica à voz brasileira, é uma crítica ao povo.

Para ficar bem simples o modo de escrita dessa postagem, dividirei em partes a música, por dois simples motivos: é mais fácil de entender, pois a música é bem grande e assim consigo ter mais espaço nela, e por também ela ser uma fase de um personagem, para tanto, essa "vida" será feita em etapas.
A música não é difícil de ser interpretada, mas o que eu considerar interessante analisarei e caso tiver preguiça de ler a letra, o que estiver em preto é a parte à ser analisada (como em outras postagens). 

As fases de João de Santo Cristo virão nessa postagem, coloquei assim para ficar mais organizado.

Espero que gostem dessa interpretação e aguardo respostas.
Meus votos de Feliz Natal aproveitando o espaço.

O Blogueiro. 

PS: Uma grande curiosidade que acho interessante expor, é que a letra, virará filme nesse 2012 e quem tiver curiosidade visite o site do filme, as cenas já foram gravadas e muita gente aguarda por tal sucesso, que antes era apenas sonoro, e agora poderá ser visual também. O Elenco conta com Ísis Valverde, como Maria Lúcia e Fabrício Bolivieira, como João. 



A letra, por ser muito grande, foi dividida em várias partes, que eu considero como as fases de João de Santo Cristo. Segue-se a letra e interpretação:

Infância de João de Santo Cristo: 

"Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu
Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão
Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.
Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador."

A primeira parte fala muito do preconceito que João vivia, fala sobre a morte do pai, e sobre a esperança do futuro do menino. Crescendo em meio à violência, crescendo em meio aos maus tratos e maus atos, João desde cedo aprendeu o que é viver duramente. Era um menino que podemos considerar, que tenha vivido mais coisas em sua infância, que muitos durante a vida toda.
João cansado de tanta injustiça e de tanta coisa errada, decide deixar-se iludir, e vendo a TV (mostrando aqui, a influência da mídia) juntou dinheiro para viajar, e acabou-se por viver só. Depois disso, depois de não achar respostas para sua vida, decidiu ir viajar para Salvador, juntando todo o seu dinheiro.
Até então, ele já teria perdido o pai, já teria roubado igrejas e já teria feito sexo com todas as "menininhas da cidade".

Juventude de João de Santo Cristo: 

"E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar
Dizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"
E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal
'Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar'
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga
Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô
Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar
E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar
Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar."

Aqui, a vida de João se transforma.
Ele vai à Brasília por "acaso", e lá, conhecendo uma nova esfera, um novo meio de pessoas diferentes, começou o trabalho.
Carpinteiro em Taguatinga, nas sextas gastava dinheiro com sexo, conhecia gente famosa e num desses encontros um antigo parente. Pablo, um peruano, mexia com drogas, o que fica claro, quando ele começou o trabalho na "plantação", pois ele já trabalhava muito e não via o "retorno" (ou não aproveitava bem ele).

Mudança de João de Santo Cristo:

"Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
'Tem bagulho bom ai!'
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.
Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.
Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
'Vocês vão ver, eu vou pegar vocês'
Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general
Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu
Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
'Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter'"

João, acabou ficando rico com o comércio fácil das drogas. Faliu muitos traficantes e acabou ganhando fama, frequentando a "Asa Norte" (parte nobre de Brasília), começou depois disso, a influência nos roubos e logo, começaram os estupros e violências em seu corpo (podemos usar a prostituição), depois de tanto mudar, de mudar de mal à pior, ele mudou de pior, ao bom. Ele conheceu Maria Lúcia, a qual sentiu desejo de casar e de ter um filho, tendo tais sonhos, desistiu de tudo e se arrependeu de seus antigos atos.

O Tempo e João de Santo Cristo:

"O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João
'Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cu na mão
E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião'
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
'Você perdeu sua vida, meu irmão'
'Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as consequências como um cão'
Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar
Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina"

Aqui está o clímax da história.
Aqui, vemos os pontos da Ditadura. Pessoas propondo feitos em mãos de outras (explosão em banca de jornal - pelo jornal falar mal do governo, e colégio de crianças - por professores falarem a verdade).
Vemos também a presença irônica de Renato perante o governo.
Nessa parte, é bem declarado que João se transforma, e aqui, ele começa a usar armas, e revender drogas em Brasília.

Reviravolta e João de Santo Cristo: 

"Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar
Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar
Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar
E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
'Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar'
Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez
Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou
E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor'"

Por falta de oportunidades, João começou as revendas de drogas, com isso, conseguiu a inimizade com outros traficantes, como Jeremias.
O mesmo traficante, Jeremias, casou-se com Maria Lúcia, a prometida e amada de João, é ai que ele sente que vai ao Inferno pela segunda vez na vida, com muito ódio, João resolve ter um duelo com Jeremias.
Acho muito interessante citar a Rockonha, que nada mais era do que festas de bandas de Rock com muita droga, e bebida, o que gera o famoso "Sexo, drogas e Rock in Roll".

O Duelo e João de Santo Cristo: 

"E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão
No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir
Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali
E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
'Se a via-crucis virou circo, estou aqui'
E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu
'Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão'
E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor
E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV
E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz...
Sofrer..."


Aqui é a ultima parte da música, é nessa parte que vemos o grande desfecho da vida de João de Santo Cristo, é aqui que vemos novamente o poder da Mídia.
Mesmo quase morrendo, João matou seu traidor, e Maria Lucia, se matou para ir com João.
Vemos então que o que João sempre quis, foi resolver as indiferenças com autoridades. O que ele queria era se resolver com o presidente e não conseguiu o que queria, pois morreu antes disso, porém, esse ato foi contemplado também pela alta sociedade de Brasília.
Acho interessante mencionar a "Se a via-crucis virou circo, estou aqui": Via-Crucis é o caminho que Cristo fez, "Caminho da Cruz" seria sua tradução do Latim ao Português, porém, aqui é associado ao ato de João de Santo Cristo (vemos que o nome nos lembra isso). Sua vida foi uma Via-Crucis, foram torturas e momentos de dor que João viveu toda a vida, e agora, seus momentos de dor, foram aplaudidos, sua "via Crucis" virou "circo", para ser aplaudida, e mesmo assim, ele continua em pé, lutando para ganhar.

Espero ter sido compreendido, e espero que tenham gostado. O vídeo está na postagem da apresentação.

Blogado e interpretado por: Eduardo Rezende



Fábrica, em minha opinião, é uma das músicas mais irônicas e realistas que Renato já fez.
Sendo de sucesso grande entre os legionários, é uma letra fácil e simples, que nos mostra a realidade das fábricas e cidades, do preço e das causas que as fábricas nos trazem. Fala sobre o direito dos trabalhadores, e sempre que ouço a música, imagino uma revolução acontecendo. Uma revolução por trabalho honesto, que faria muitos e muitos trabalhadores se rebelarem contra seus patrões. Segue-se a interpretação:

Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez.
Não é pedir demais:
Quero justiça,
Quero trabalhar em paz.
Não é muito o que lhe peço -
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão.

Aqui, como eu disse primeiramente, é como se fossem trabalhadores e operários falando para seus patrões e responsáveis, empresários e pessoas donas de outras. Eles começam dizendo que o "dia deles chegará", que a vez de vencer deles, está próxima, e que eles terão a vez deles. Vemos a menção dos "Direitos Humanos" (Nem direitos e nem humanos), quando é dito "Não é pedir demais/Quero justiça", é como se eles buscassem seus direitos por trabalho, pois continuam dizendo que querem trabalhar em paz, e pedem novamente (de um modo sarcástico) que querem trabalho honesto e então dizem a palavra que pode nos mostrar a total realidade: Escravidão. 

Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.

Aqui, é quando dizem sobre as expectativas e os pensamentos sobre novos empregos e serviços, pois é exatamente assim que é a mudança de emprego: a imaginação do próximo emprego, como sendo melhor em todos os pontos. Aqui, no caso, o ponto seria a escravidão e o modo de serviço. Quem escraviza, seriam os patrões, e os escravizados, os sem oportunidades que pegam o trabalho e viram máquinas.

De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?

Aqui, fala do desprezo de patrões, do modo indiferente que eles veem o trabalho árduo dos operários da Fábrica. O Ferro e Fogo pode tanto ser mostrado como o "modo ferro-e-fogo", como também, dar uma insinuação do estilo da Fábrica.
A Frase dos porteiros da Fábrica, eu creio que seja pra insinuar que são eles mesmos quem podem abrir e fechar as portas das fábricas.

O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,
Que venha o fogo então.

Aqui, é mostrado a realidade da Fábrica e do que ela pode causar, o céu cinza, as florestas desmatadas, todas colocadas com ironia.
Então, Renato diz: "Quem me dera acreditar/Que não acontece nada..." - Isso refere-se ao medo deles de fazer algo e do que pode ser vindo dessa ação. A Reação de tal ato, enquanto "De tanto brincar com fogo/Que venha o fogo então", refira-se ao que eles podem fazer. Eles foram brinquedos, e agora, os brinquedos transformam-se.

Esse ar deixou minha vista cansada,
Nada demais.

Aqui, com certeza, é a parte mais irônica da música:
Renato diz que sente a vista cansada por causa do ar poluído da Fábrica. E como descaso de seus patrões, recebe a resposta: "Nada demais...", o que muitas vezes ocorre, pois os operários são máquinas, enquanto servem ao patrão, não tem valor algum, pois eles dão seu bruto trabalho, e o que ganham, não se compara ao que o outro ganha, em suas costas, o outro, que não respira o ar poluído, que não vê árvores caídas e a realidade das Fábricas. 


Sem dúvidas, Fábrica é uma das minhas músicas preferidas, e espero que tenham gostado da interpretação. 
Analisado e interpretado por: Eduardo Rezende




Eu sei é uma das músicas da Legião que nos passa uma história muito interessante, do inicio ao fim, deixando uma moral em suas entrelinhas.
Apresentada no "Que País É Esse", "Eu Sei" conta a história de um casal, do modo de vista do parceiro (na primeira pessoa), e com o decorrer da música entendemos a trama, segue-se a letra e interpretação:

Sexo verbal
Não faz meu estilo
Palavras são errosE os erros são seus...

Aqui vemos que Renato reforça bastante as palavras. Começa com "sexo verbal", que seria o ato de  fazer sexo, com palavras, e ai ele diz que tal ato, não faz parte de seu estilo, e diz o porquê: explica que palavras são erros, e que os erros (de tais palavras) são da outra pessoa, a parceira.

Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também...
Eu sei! Eu sei!...


Aqui, Renato explica que também erra, e diz que pretende tentar descobrir o porquê das pessoas mentirem serem fortes, mas ai ele deixa algo que será explicado nas próximas linhas: Renato errou em confiar, e mentiu pra si mesmo, quando descobriu o que acontecia. Então, Renato diz as palavras que explicam o título: ele sabe de algo.

Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas...

Aqui, é explicado a causa do sexo verbal: Ela, traia ele, com outra pessoa. Fazia sexo com outro por telefone, e então, ele descobre porque ela não fechou a porta do quarto, é quando ele mente pra si mesmo, pois finge que não sabe, e usa da ironia para continuar tudo na mesma, para continuar o relacionamento de ambos, mas deixa claro que quando a porta é fechada, e o telefone toca, é o "alguém" que ela tanto espera falar por horas e horas, o outro.

A noite acabou
Talvez tenhamos
Que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero honras e promessas
Lembranças e histórias...

Aqui, ela é quem fala pra ele. Ela diz que a noite acabou e ela fugirá sem ele, e então, ele responde e diz que não quer que ela vá agora, que ela fique, para lhe mostrar honras, promessas, lembranças e histórias.

Renato então, lança a parte mais interessante da música, e a mais poética:

Somos pássaro novo
Longe do ninho
Eu sei! Eu sei!...

Esses pequenos versos mostram toda a situação dele: Eles são "pássaro novo", longe do ninho. Ou seja, são desprotegidos como os pássaros longe de seus abrigos, são indefesos.



A música fala sobre a traição cometida por ela pra ele.
Ela fazia sexo por telefone com outro, e não se preocupava com o que ele pensava ou sentia. Ele sabia o tempo todo, mas fingia não saber. Mentia para si, fingindo não saber, e errava também, por não tomar a atitude correta diante de tal ato.

Interpretado e analisado por: Eduardo Rezende