"...Quando o que temos é um Catálogo de Erros... Esse é o Livro das flores. Esse é o Livro do Destino. Esse é o Livro de nossos dias..." - Que se abram as cortinas, que se virem as páginas: Sejam todos bem vindos!
Teremos à seguir, uma análise diferente:
Crítica, conhecida, de estrutura e letra, ritmo e interpretação simples, "Plantas Embaixo do Aquário" nos é apresentada primeiramente no segundo álbum da Legião Urbana ("Dois"), estando no segundo lado, sendo a segunda faixa.
Diferente de outras da Legião, ela é bem repetitiva, tendo na verdade poucos versos que não pertencem ao refrão, que é um aviso (um grande aviso) para a sociedade.
Interessante mencionar, como um ponto de curiosidade, que os versos dessa música, foram colocados no final da música "O Reggae", quando foi apresentada a crítica ao sistema Collor, servindo (e muito) para a colocação da crítica, uma vez que a guerra é constante, e os motivos, infinitos.
Crítica, conhecida, de estrutura e letra, ritmo e interpretação simples, "Plantas Embaixo do Aquário" nos é apresentada primeiramente no segundo álbum da Legião Urbana ("Dois"), estando no segundo lado, sendo a segunda faixa.
Diferente de outras da Legião, ela é bem repetitiva, tendo na verdade poucos versos que não pertencem ao refrão, que é um aviso (um grande aviso) para a sociedade.
Interessante mencionar, como um ponto de curiosidade, que os versos dessa música, foram colocados no final da música "O Reggae", quando foi apresentada a crítica ao sistema Collor, servindo (e muito) para a colocação da crítica, uma vez que a guerra é constante, e os motivos, infinitos.
Aceite o desafio e provoque o desempate
Desarme a armadilha e desmonte o disfarce
Se afaste do abismo
Faça do bom-senso a nova ordem
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
(dialogos em francês e inglês)
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Pense só um pouco
Não há nada de novo
Você vive insatisfeito e não confia em ninguém
E não acredita em nada
E agora é só cansaço e falta de vontade
Mas faça do bom-senso a nova ordem
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
Não deixe a guerra começar
A música começa com avisos.
Coloco sempre essa música, como uma irmã de "A Canção Do Senhor Da Guerra".
Assim como a música propriamente dita, "Plantas Embaixo do Aquário" é de mesma temática: guerra, alienação e comando hierárquico; mas há uma pequena e notável diferença: A primeira música, retrata um convite à guerra, defendendo (de forma irônica, claro) as batalhas, e mostrando de alguma forma, a beleza nos campos de batalha, já a segunda, retrata um outro lado (o lado não irônico, que Renato realmente acreditava), da falta de beleza da guerra, das bobagens dos conflitos e recados e ordens contrários à guerra.
Coloco sempre essa música, como uma irmã de "A Canção Do Senhor Da Guerra".
Assim como a música propriamente dita, "Plantas Embaixo do Aquário" é de mesma temática: guerra, alienação e comando hierárquico; mas há uma pequena e notável diferença: A primeira música, retrata um convite à guerra, defendendo (de forma irônica, claro) as batalhas, e mostrando de alguma forma, a beleza nos campos de batalha, já a segunda, retrata um outro lado (o lado não irônico, que Renato realmente acreditava), da falta de beleza da guerra, das bobagens dos conflitos e recados e ordens contrários à guerra.
Primeira Parte:
Renato diz para aceitar o desafio imposto e provocar o desempate. Aceitar a mudança e provocar uma vitória (ou derrota). Desarmar a armadilha e desmontar os disfarces (se referindo também possivelmente às táticas de guerra - armadilha - e aos uniformes dos soldados - disfarces). Diz para se afastar do abismo (guerra, afinal, ela é um abismo interminável de malefícios sociais e falta de humanidade) e fazer do bom-senso a nova ordem, se referindo à fazer realmente do bom senso, a lei mundial, ou de forma irônica, aos EUA por ter como a "Nova Ordem" um dos lemas (estampados, como muitos sabem nas cédulas de dólares).
Renato diz para aceitar o desafio imposto e provocar o desempate. Aceitar a mudança e provocar uma vitória (ou derrota). Desarmar a armadilha e desmontar os disfarces (se referindo também possivelmente às táticas de guerra - armadilha - e aos uniformes dos soldados - disfarces). Diz para se afastar do abismo (guerra, afinal, ela é um abismo interminável de malefícios sociais e falta de humanidade) e fazer do bom-senso a nova ordem, se referindo à fazer realmente do bom senso, a lei mundial, ou de forma irônica, aos EUA por ter como a "Nova Ordem" um dos lemas (estampados, como muitos sabem nas cédulas de dólares).
Refrão:
"Não deixe a guerra começar".
Uma frase simples, apenas cinco palavras que podem fazer a diferença se todos nos unirmos. Todos temos o poder de impedir a guerra e não devemos deixar ela começar, afinal, os malefícios de uma forma ou outra (direta ou indiretamente), se voltam para todos nós.
Diálogos em Francês e Inglês:
O que faz dessa música diferente de outras da Legião, é o conter de outros idiomas dentro de sua estrutura. Apesar de breves, são notáveis os diálogos em inglês e francês, que podem se referir à Guerra dos Cem Anos, Guerra dos Sete Anos ou os Conflitos Napoleônicos, Segunda Guerra ou outros conflitos que se perdem na história.
Segunda Parte:
Renato novamente dá a dica:
Diz à terceira pessoa que é para ela pensar "só um poucos", e que não há nada de novo. Mostra que ela "vive insatisfeita e não confia em ninguém". Esse ponto, pode ser levado metaforicamente à países de guerra: Vivem insatisfeitos e não confiam em ninguém, não acreditam em nada e só tem cansaço de tentar e tentar e a falta de vontade de mudar algo dentro de si. Eles agem contra suas leis, desumanizando um mundo que deveria ser de paz.
Pegando em armas pra pregar uma paz interna e fazer moral externa.
Que bom seria, se eles (países ou até o meio social), pudessem fazer do bom senso, a nova ordem!
Renato novamente dá a dica:
Diz à terceira pessoa que é para ela pensar "só um poucos", e que não há nada de novo. Mostra que ela "vive insatisfeita e não confia em ninguém". Esse ponto, pode ser levado metaforicamente à países de guerra: Vivem insatisfeitos e não confiam em ninguém, não acreditam em nada e só tem cansaço de tentar e tentar e a falta de vontade de mudar algo dentro de si. Eles agem contra suas leis, desumanizando um mundo que deveria ser de paz.
Pegando em armas pra pregar uma paz interna e fazer moral externa.
Que bom seria, se eles (países ou até o meio social), pudessem fazer do bom senso, a nova ordem!
Análise e escrita: Eduardo Rezende
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
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