Vinda, obviamente, do terceiro álbum da Legião Urbana, e dando a ele, o seu nome, "Que País é Esse", a música analisada nos traz criticamente o que muitas das músicas do álbum nos mostra.
Sendo de uma estrutura simples e sem a necessidade de um aprofundamento, apenas apresento-a com um breve comentário feito após a letra.
"Que País é Esse?" nos mostra o pensamento reforçado de Renato Russo, sendo até hoje, considerado um dos grandes trabalhos da Legião Urbana, ficando no mesmo patamar de outras grandes músicas, uma delas, do mesmo álbum, Faroeste Caboclo, além de tantas outras do mesmo e de outros álbuns. 
Muito conhecida, extremamente crítica, simbólica e direta. São as palavras que descrevem com perfeito modo, o trabalho à seguir:

Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai fica rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos indios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?


Um Salve à Renato, que nesse mês completa dezesseis anos de morte, e que mesmo tão jovem, há algum tempo atrás, já se perguntava que país perdido é esse, e que rumo tomaremos!
Um país considerado praia-futebol-mulheres-amazônia, que nos coloca, à olhares estrangeiros, como um terceiro mundo. Um país, que do Norte, ao Sul, é mandado por pessoas que exploram os mais baixos.
Um país que há sujeira tanto nos sistemas de favelas (tráficos, mortes e injustiças) e sujeiras no senado - "Justiça" (não muito diferente do sistema das favelas).
Um país tão diferente, mas tão igual, em todas as esquinas.
Um salve pra Renato Russo, que há dezesseis anos, já tinha noção dos rumos de um país verde-amarelo. 


Texto de: Eduardo Rezende.