"...Quando o que temos é um Catálogo de Erros... Esse é o Livro das flores. Esse é o Livro do Destino. Esse é o Livro de nossos dias..." - Que se abram as cortinas, que se virem as páginas: Sejam todos bem vindos!
Vinda do álbum "Dois", da Legião Urbana, Acrilic On Canvas viria à ser uma letra pintada com formas poéticas de palavras sem rimas, mas que combinam com o ritmo desapressado e composto, do que viria à ser uma música de saudade e abandono, curiosamente sendo a segunda música dedicada à garota polêmica de "Eu Sei".
É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra
Renato a música toda, retrata sua solidão e espera dessa terceira pessoa que se foi, como sendo a causa principal para sua inspiração e vontade de pintar e/ou desenhar. Não podemos esquecer, nesse contexto simbólico, que sua irmã era uma artista e pintava quadros.
Renato no terceiro verso, mostra que fazia desenhos perfeitos da pessoa que o abandona, e que faz traços de ambos (quarto verso), dos atos que não fizeram.
Renato ainda menciona o fato de a terceira pessoa e ele fazerem uma promessa de um dia serem três, ou seja, constituir família. Renato diz que "trabalhou" com a terceira pessoa em luz e sombra, o que nos remete à três sentidos. O primeiro, de que ele, e ela, sempre estiveram juntos em luz e sombra, o segundo, que em "sombra" e "luz" ele pensava nela ou (em terceiro e mais possível, mas também não podemos ignorar os outros), de que ele usava todos os tipos de técnicas conhecidas para fazer essa tão sonhada e buscada pessoa que o abandonou.
Renato a música toda, retrata sua solidão e espera dessa terceira pessoa que se foi, como sendo a causa principal para sua inspiração e vontade de pintar e/ou desenhar. Não podemos esquecer, nesse contexto simbólico, que sua irmã era uma artista e pintava quadros.
Renato no terceiro verso, mostra que fazia desenhos perfeitos da pessoa que o abandona, e que faz traços de ambos (quarto verso), dos atos que não fizeram.
Renato ainda menciona o fato de a terceira pessoa e ele fazerem uma promessa de um dia serem três, ou seja, constituir família. Renato diz que "trabalhou" com a terceira pessoa em luz e sombra, o que nos remete à três sentidos. O primeiro, de que ele, e ela, sempre estiveram juntos em luz e sombra, o segundo, que em "sombra" e "luz" ele pensava nela ou (em terceiro e mais possível, mas também não podemos ignorar os outros), de que ele usava todos os tipos de técnicas conhecidas para fazer essa tão sonhada e buscada pessoa que o abandonou.
E era sempre,
Não foi por mal
Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Aqui ele mostra que a causa dela o ter deixado foi o fato dele "a ter deixado triste".
Ele jura que não quis deixar ela triste, e assume que sempre manda as mesmas desculpas... e sabe que desculpas nem sempre são sinceras, reforçando depois que quase nunca são...
Aqui, vejo de uma forma como se Renato sempre fizesse um ato errôneo que magoasse a terceira pessoa, e ela, em um momento, cansou-se e abandonou-o, então, ela o deixa e não aceita suas desculpas, porque já está farta delas, e sabe que essas desculpas clichês já não são sinceras, pelo contrário: vazias e decoradas.
Preparei a minha tela
Aqui ele mostra que a causa dela o ter deixado foi o fato dele "a ter deixado triste".
Ele jura que não quis deixar ela triste, e assume que sempre manda as mesmas desculpas... e sabe que desculpas nem sempre são sinceras, reforçando depois que quase nunca são...
Aqui, vejo de uma forma como se Renato sempre fizesse um ato errôneo que magoasse a terceira pessoa, e ela, em um momento, cansou-se e abandonou-o, então, ela o deixa e não aceita suas desculpas, porque já está farta delas, e sabe que essas desculpas clichês já não são sinceras, pelo contrário: vazias e decoradas.
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte
Renato nesses versos começa à ser mais direto que anteriormente.
A tela seria a cama. Deixá-la pintada, seria deixar a cama bagunçada, sendo portando: Renato pinta a tela imaginando a cama que eles nunca chegaram à amaçar por se amarem sobre ela.
Renato depois, menciona os materiais físicos de parte dos objetos pertencentes à casa da amante,e depois diz que com as lágrimas que rolaram por ela, ele destilou ou óleo de linhaça.
Diz que da cama arrancou pedaços simbolicamente, levando como objeto de inspiração aos moldes possíveis, que fez em tamanhos diferentes na madeira com estilete.
E Renato vai continuando sua comparação de objetos e coisas próprias da terceira pessoa, com objetos da pintura, sendo portando, as coisas da menina, o objeto de sua arte.
E era sempre, Não foi por mal
A tela seria a cama. Deixá-la pintada, seria deixar a cama bagunçada, sendo portando: Renato pinta a tela imaginando a cama que eles nunca chegaram à amaçar por se amarem sobre ela.
Renato depois, menciona os materiais físicos de parte dos objetos pertencentes à casa da amante,e depois diz que com as lágrimas que rolaram por ela, ele destilou ou óleo de linhaça.
Diz que da cama arrancou pedaços simbolicamente, levando como objeto de inspiração aos moldes possíveis, que fez em tamanhos diferentes na madeira com estilete.
E Renato vai continuando sua comparação de objetos e coisas próprias da terceira pessoa, com objetos da pintura, sendo portando, as coisas da menina, o objeto de sua arte.
E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre, sempre o mesmo novamente
E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Renato nessas primeiros quatro versos, mostra novamente suas desculpas, tentando ser sincero (lembrando que ele mesmo diz que suas desculpas não eram sinceras), e depois diz nos versos seguintes que a traição era a mesma. Há quem diga que em "Eu Sei", o que fez o relacionamento quebrar-se foi que Renato não sentia atração pela menina, e talvez aqui ocorra o mesmo, a traição ocorre quando Renato olha para outras pessoas (não sendo apenas as meninas), e isso fez ocorrer o afastamento de ambos.
Às vezes é difícil esquecer:
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"E "não-te-esqueças-de-mim"
Podemos notar o quão difícil é para o personagem caracterizado pelo cantor, de esquecer essa pessoa. É difícil aceitar e mostrar aos outros que a outra pessoa já não está mais próxima, e então, ele se pega pensando em porquê ele se vê fingindo que acredita no que inventa, porque, afinal, ele inventa seus quadros e acredita que ela, a menina ou terceira pessoa, seria essa obra, seria essa "forma" que seria trazida à luz por suas memórias, suas ironias, suas raivas, suas lembranças e sentimentos internos e próprios.
Ele ainda diz que nada aconteceu dessa forma, porque ele criou sexo que nunca ocorreu, a confiança, a troca de amor recíproca... E nada foi desse jeito. Do jeito dele, ninguém sofreu.
É deixado claro que ela realmente faz falta, obvio, lembrando que ele faz quadros dela, e que ela faz ele pintar essas flores com nomes de amor-perfeito e não-te-esqueças-de-mim, mostrando que ele tinha um amor platônico pelas figuras que idealizava ser a pessoa de um amor que não deu certo.
Análise e interpretação: Eduardo Rezende
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
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