"...Quando o que temos é um Catálogo de Erros... Esse é o Livro das flores. Esse é o Livro do Destino. Esse é o Livro de nossos dias..." - Que se abram as cortinas, que se virem as páginas: Sejam todos bem vindos!
Os Paralamas do Sucesso foram a estampa do Rock Nacional.
Com o mesmo destino, de gênese brasiliense, desde cedo Herbert - o vocalista, guitarrista e principal compositor dos Paralamas - se interessava pela música e pelo intelecto Com a adolescência próxima ao som da rebeldia velada pelos adolescentes, Herbert cresceu e se tornou uma das grandes vozes, grandes mentes e grande história do rock verde-amarelo.
A banda foi formada no Rio de Janeiro no final dos anos 70, e dentre tantos marcos na vida pessoal de cada um, individualmente os integrantes conseguiram casar ideias e formar ótimas músicas: musicas românticas e simbólicas, cheias de entrelinhas e recheadas de poesias.
Uma das grandes fases negras do rock - já fugindo das outras bandas e indo nesta, em questão - foi num ano depois da virada do milênio. Em 2001, um acidente faria Herbert se limitar à cadeira de rodas e marcaria profundamente a sua história, interromperia seus passos e sua memória, limitaria sua vida e seus sentimentos...
Herbert cita "esfinge da espera", levando em conta que as esfinges remetem ao enigma, seria o enigma da espera, o enigma da esperança fica em cima dele, e ele sente falta, pois sente que parte do seu mundo se perdeu, e mesmo sabendo que ela pode estar presente, ela não está. Seus olhos não estão, fisicamente, ali. Ele já não consegue não pensar nela. E o que pensa, é a memória, que todos nós, que já enfrentamos a morte, sabemos ser das noites acordados, juntando pedaços de uma vida, juntando retratos da memória.